quinta-feira, 17 de março de 2016


Só um pedido: pensemos!

- Como homem, inerente-mente ser político, não posso me furtar as questões do meu tempo, e o meu, o nosso tempo tem sido um tanto quanto estranho... não posso me calar enquanto sujeito (jamais sujeitado), diante de tamanha barbárie que temos enfrentado tão - explicitamente nas últimas semanas... na verdade nos últimos anos, nas últimas décadas... já pensou? já pensamos, se toda essa gente historicamente oprimida decidisse tomar de volta o que lhes é de "direito", historicamente, heranças desses tempos todos de trabalho escravizado, subordinado, forçado... já pensamos? - pensemos...
então vem essa merda dessa classe merda e mais uma meia dúzia de seis inebriados por esse discurso de merda... chegando ao ponto de violentar pessoas nas ruas sem ex-crú-pulos, - hahhh gente, sinceramente...
o que perderam com essa crise? o quê? ou melhor, o que deixaram de ganhar? o que deixaram? sua "segurança"? seu passeio semestral as europa? ou seus privilégios de viverem afastados "dessa gente pobre, sem classe"? abandonem esses corpos que não são seus, adquiram pensamentos próprios, pensemos por nós, abandonemos as velhas roupas que não nos servem mais... esse lugar ao sol virá no dia em que ficar ao sol será insuportável para
"nossas"
tristes ...
peles brancas"....
ou preferem que venha a guerra civil que tem convocado? se formos dividir o país em dois, já pensou a quantidade de gente de cada lado? ou pensam que terão a "mídia" e o estado militarizado sempre de mãos dadas, ali, dos seus lados?
sigam, vá, paguem pra ver... já que tem com que pagar... é o que espero...
enquanto poeta...
o que me resta é... * "desejar estopins, rebeliões..., pois a caneta ainda é mais barata que um fuzil" 
Guilherme Salgado é poeta e motorista de kombi (kombêro), mais um colunista-zinho das redes sociais populares urbanas e rurais
desprovidas de infames e descarados jornais...
(*parte emprestada e adaptada dos "sinceros insultos" do poeta "maloqueiro" Victor Rodrigues...)

quarta-feira, 2 de março de 2016


Essa é a nova roupagem da Komboteca Itinerância Poética
Novo Motor
Roupa Nova
Gratidão a tod@s que contribuiram, compartilharam e torceram pra Kombosa sair da lama...
tamo de volta agora com "sede" em Fortaleza-CE... 
terno abraço e inté
Guiherme Salgado


Pinturas de Flos (SSA), Samuca (SSA) e Feo Flip (Ilhas Canárias), todos artistas participantes do Concreto - Festival Internacional de Arte Urbana de Fortaleza.... gratidão

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Bora galera, seguimos com a programação do FICA NA RUA... bora ocupar as ruas de Cachoeira com poesia, músicas, performances e outras artes mais, se tem algo a compartilhar é só chegar, tem várias brechas pros irmãos que chegarem em cima da hora, bora?!?!??...


domingo, 27 de setembro de 2015





O cerrado dos caminhos
Perpetuam horizontes amanhecidos

Peregrino 
Pela Caatinga
Pela sede
     de(alguma) justiça

Justiceiro de mim mesmo
Caminho mais um dia

O sertão da vida
segue sendo a fronteira entre
o impossível e o improvável


Represa do Cocorobó, Canudos, Sertão Baiano 
- Foto por Guilherme Salgado, Junho/2013

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

VOO LIVRE



É por causa deste
 e de outros homens e mulheres 
que não deixamos de sonhar, 
apesar de vocês, virão outros dias 
e noites, onde nossa única ocupação será observar o céu 
e contar histórias em volta da fogueira...
... histórias de um tempo
 onde a ficção se vestia de realidade...

Foto no Coletivo Aparecidos Políticos - Fortaleza-CE




É por causa destes
e de outros seres
que seguiremos
acreditando em sonhos possíveis
movimentos autônomos
e posturas solidárias
diante da vida 
diante do mundo.


É isso,
devagar
sempre
faremos
sonho 
voar...


terça-feira, 4 de agosto de 2015



GRAÇAS
DESGRAÇA
DA
TELEVISÃO
O
MEDO 
TEM 
SE APOSSADO
DE 
NOSSAS
GENTES

INDIFERENTES
SEGUEM
PERSEGUINDO
INDIGENTES
QUE
DIFERENTE
DE
SI
AINDA
NÃO 
SABEM
COMO 
SE 
DAR
BEM
NUM
TEMPO
EM 
QUE
PARA
GANHAR

VÁRIOS
OUTROS
PRECISAM
PERDER

ASSIM
SEGUIMOS
NESTA
ESTÉTICA
ANTIÉTICA
DAS
COMPETIÇÕES







sábado, 18 de julho de 2015

MARANHÃO NEGRO

O maranhão é negro, posso ver nos seus canaviais, posso ver nos seus mananciais, posso ver o sangue jorrando, pelas  artérias de suas entranhas, interrompidas pelo tempo, o maranhão é negro, negro feito o tambor de crioula, negro feito seus candomblés, negro feito seus bois, negro feito seu cacuriá, negro feito, negro feito, negro desfeito, vivo, o maranhão persiste vivo, apesar de vocês, João do Vale ainda canta, canta João do vale, canta, canta, canta...


São Luís do Maranhão, Julho/18, 2015