Bibliotecas
As bibliotecas
Sempre me fascinaram,
Por vezes me assustavam.
Ao adentrá-las
Aquele, sempre, imponente pé direito,
Como um templo,
Me deixava pequeno.
Infinitas estantes,
Com livros que não acabava mais.
Física quântica, geografias,
Matemática da vida e "vans" filosofias.
Me perguntava em pensamento:
Precisarei saber de tudo
que aqui está?
O mundo se encontra
neste castelo?
Daí me via mudo.
Com um livro de anatomia nas mãos.
Podia não saber de todo o mundo.
Mas saberia de meu próprio corpo.
Gosto daquele silêncio fúnebre.
Onde a morte da fala,
deixa uma voz pulsando
em nossas consciências.
Viagens oníricas acontecem
neste espaço de tempo.
Como se a visão , feito espelho,
invertesse nosso olhar.
Como um simples atlas nos faz maior.
As fronteiras do impossível se rompem.
E logo estou onde minha cabeça está.
Com a imensidão do poder ser.
Acabei me vendo no todo.
Notava então que o universo
também se encontrara em mim.
Este é um espaço para exercício poético e diálogo de um sujeito que busca construir pens-ações junto a indivíduos e movimentos coletivos, solidários, libertários, autônomos, subversivos, divergentes, insistentes, amorosos, alternativos e/ou combativos ao modo de produção capitalista.
segunda-feira, 28 de julho de 2014
terça-feira, 1 de julho de 2014
Com (s) Ciências
Tenho sentido falta
das transgressões
ensandecidas,
das transcendências.
Os "poetas" modernos,
os vejo, como os sinos,
dobrarem às "tradicionais"
convenções cate-drás-ticas européias,
epopéias.
Sinto vontade das
contra-venções
dos poetas divergentes,
indissociáveis de seus textos
com - plexos
que mais parecem raízes aéreas
com - outros
onde não se vê no todo
com - ciente
sabido de suas ciências,
de saberes,
plenamente,
saboreados,
entende?
Tenho sentido falta
das transgressões
ensandecidas,
das transcendências.
Os "poetas" modernos,
os vejo, como os sinos,
dobrarem às "tradicionais"
convenções cate-drás-ticas européias,
epopéias.
Sinto vontade das
contra-venções
dos poetas divergentes,
indissociáveis de seus textos
com - plexos
que mais parecem raízes aéreas
com - outros
onde não se vê no todo
com - ciente
sabido de suas ciências,
de saberes,
plenamente,
saboreados,
entende?
São Paulo, maio de 2013
sábado, 7 de junho de 2014
Palavreado
Pensar...
Tem sido uma de nossas maiores mentiras
Desde que desaprendemos a sentir e passamos a...
Pensar...
Temos seguido assim,
nem lá,
nem cá,
todo tempo,
ao mesmo tempo
em todo lugar
Sendo assim
Palavra já não tem tanto peso
É coisa leve feito pena,
E feito pena voa fácil
sem saber onde vai parar...
Palavra Vai...
Palavra Vem...
Seguindo sem lugar...
Vive vagando...
Espera, espera, espera...
De tanto esperar se des-espera...
E ante ao surto lembra...
Vale a pena sonhar...
Será?
Fortaleza, 13 de abril de 2014.
quinta-feira, 29 de maio de 2014
Prelúdio ao Manifesto do
"Fim" da Infância
Não deixarei que a razão embriague minha capacidade de sonhar.
Nem que a potência da inocência ofusque minha crítica diante das injustiças de meu tempo.
Lembrarei sempre da importância do tempo presente e que a vida, ávida, se resume ao agora e, no máximo, aos próximos dez segundos, sendo todo o resto fantasia.
Que as fantasias precisam, por vezes, ser inúteis, pois nas inutilidades da vida, muitas vezes, forjamos algumas essências, quase sempre, bem cheirosas.
Que os sentidos das coisas são sentidos pelos nossos próprios sentidos, claro, se não tiverem ofuscados pela falta de sentidos das coisas que temos feito ao longo dos nossos dias.
Leste de Minas Gerais, maio, um pouco frio, de 2014.
domingo, 18 de maio de 2014
CUMPLE AÑOS
Em tempos de crise econômica, ética e estética da humanidade, lembremos:
13 de Agosto de 1926.
Dia em que nasce um "louco de juízo".
Querido por alguns.
Odiado pelo mundo, ou seja, pelo império.
Projeto de "novo homem".
Por acreditar no impossível, possível se fez.
Auto-confiante, determinado.
Aliados combativos, "cativo de ninguém"
No alto de seus 86, proclamo com ternura:
"Vas Bien Fidel".
Em tempos de crise econômica, ética e estética da humanidade, lembremos:
13 de Agosto de 1926.
Dia em que nasce um "louco de juízo".
Querido por alguns.
Odiado pelo mundo, ou seja, pelo império.
Projeto de "novo homem".
Por acreditar no impossível, possível se fez.
Auto-confiante, determinado.
Aliados combativos, "cativo de ninguém"
No alto de seus 86, proclamo com ternura:
"Vas Bien Fidel".
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