Verso do oco do mundo
imundo
onde as cores inalditas
maltitas
atravessam grossas paredes
sede
de exclusivas ideologias
utopias
caladas adoecem os corpos
tortos
cambaleam por emprego
desespero
pra viver enclausurado
mercado
regula vidas, éticas e sonhos
enfadonho
arco-íris lusco fusco
tussu....
bebida, madrugadas, cigarro
pigarrros
caio de um sono profundo
oriundo
de um sonho que ardia,
- pesadelo?
- não.
mais um dia.
Este é um espaço para exercício poético e diálogo de um sujeito que busca construir pens-ações junto a indivíduos e movimentos coletivos, solidários, libertários, autônomos, subversivos, divergentes, insistentes, amorosos, alternativos e/ou combativos ao modo de produção capitalista.
quinta-feira, 7 de agosto de 2014
sexta-feira, 1 de agosto de 2014
terça-feira, 29 de julho de 2014
Metaforizando a Vida e Assumindo o Gerúndio
Iniciando na continuidade...
A meta-fora, fora do óbvio, do suposto saber, da doutrina castradora, fora da necrofilia da estagnação, pelo movimento da vida, pela ânsia de viver, do exercício do poder fazer e contribuir com que os outros possam fazer, enfim, sejam.
Inicio este poemário compartilhando meu permanente exercício de ser mais com os outros, me livrando das amarras da auto subordinação a competição, ao medo e as vaidades. Me livrando da culpa e me assumido responsável, assassinando o medo para o renascimento do respeito, distraindo o julgamento para permitir a possibilidade do diálogo.
Junto a toda esta subjetividade que procuro objetivar em meus encontros com o mundo chamo-nos a atenção para o cuidado com as coisas materiais, de conjuntura, das realidades vividas no guetos, periferias urbanas, remotos rurais e demais espaços, onde a opressão é uma constante, tanto da sua condição originária na sociedade, como no exercício efetivo do Estado de Polícia e de Controle em detrimento do Estado de Direitos.
Ao adentrar aos territórios em que "atuo" enquanto educador popular, junto as equipes e principalmente aos agentes de saúde da família, gostaria de sentir os "cheiros e sabores" de uma boa nova, ou de encontros que "vibrassem" nossos corpos de alegria e não da tensão provocada por mais uma bala encontrada no peito de mais um jovem negro, assassinado brutalmente por já ter nascido suspeito, por sua raça, sua geografia, seu corpo, sua cultura.
Sendo assim, sigo desafiando-nos a viajar pelas metáforas da vida, sem nos perder por possíveis eufemismos ou meras idealizações de um outro mundo possível, sem a consciência de que nossa situação enquanto humanidade, dentro de um ecossistema bem maior, nunca esteve tão crítica.
segunda-feira, 28 de julho de 2014
Bibliotecas
As bibliotecas
Sempre me fascinaram,
Por vezes me assustavam.
Ao adentrá-las
Aquele, sempre, imponente pé direito,
Como um templo,
Me deixava pequeno.
Infinitas estantes,
Com livros que não acabava mais.
Física quântica, geografias,
Matemática da vida e "vans" filosofias.
Me perguntava em pensamento:
Precisarei saber de tudo
que aqui está?
O mundo se encontra
neste castelo?
Daí me via mudo.
Com um livro de anatomia nas mãos.
Podia não saber de todo o mundo.
Mas saberia de meu próprio corpo.
Gosto daquele silêncio fúnebre.
Onde a morte da fala,
deixa uma voz pulsando
em nossas consciências.
Viagens oníricas acontecem
neste espaço de tempo.
Como se a visão , feito espelho,
invertesse nosso olhar.
Como um simples atlas nos faz maior.
As fronteiras do impossível se rompem.
E logo estou onde minha cabeça está.
Com a imensidão do poder ser.
Acabei me vendo no todo.
Notava então que o universo
também se encontrara em mim.
As bibliotecas
Sempre me fascinaram,
Por vezes me assustavam.
Ao adentrá-las
Aquele, sempre, imponente pé direito,
Como um templo,
Me deixava pequeno.
Infinitas estantes,
Com livros que não acabava mais.
Física quântica, geografias,
Matemática da vida e "vans" filosofias.
Me perguntava em pensamento:
Precisarei saber de tudo
que aqui está?
O mundo se encontra
neste castelo?
Daí me via mudo.
Com um livro de anatomia nas mãos.
Podia não saber de todo o mundo.
Mas saberia de meu próprio corpo.
Gosto daquele silêncio fúnebre.
Onde a morte da fala,
deixa uma voz pulsando
em nossas consciências.
Viagens oníricas acontecem
neste espaço de tempo.
Como se a visão , feito espelho,
invertesse nosso olhar.
Como um simples atlas nos faz maior.
As fronteiras do impossível se rompem.
E logo estou onde minha cabeça está.
Com a imensidão do poder ser.
Acabei me vendo no todo.
Notava então que o universo
também se encontrara em mim.
terça-feira, 1 de julho de 2014
Com (s) Ciências
Tenho sentido falta
das transgressões
ensandecidas,
das transcendências.
Os "poetas" modernos,
os vejo, como os sinos,
dobrarem às "tradicionais"
convenções cate-drás-ticas européias,
epopéias.
Sinto vontade das
contra-venções
dos poetas divergentes,
indissociáveis de seus textos
com - plexos
que mais parecem raízes aéreas
com - outros
onde não se vê no todo
com - ciente
sabido de suas ciências,
de saberes,
plenamente,
saboreados,
entende?
Tenho sentido falta
das transgressões
ensandecidas,
das transcendências.
Os "poetas" modernos,
os vejo, como os sinos,
dobrarem às "tradicionais"
convenções cate-drás-ticas européias,
epopéias.
Sinto vontade das
contra-venções
dos poetas divergentes,
indissociáveis de seus textos
com - plexos
que mais parecem raízes aéreas
com - outros
onde não se vê no todo
com - ciente
sabido de suas ciências,
de saberes,
plenamente,
saboreados,
entende?
São Paulo, maio de 2013
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